PRIMEIROS PASSOS – PARTE XX – ROSES E SEUS ESTILOS de alemdovinho em Além do Vinho

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Há um rose para cada estilo, experimente e escolha o seu. Só não vale deixar de prová-lo.

Para lembrar há três formas de elaborar um rose.

A maceração carbônica onde as uvas não são esmagadas por prensa e sim pelo próprio peso da uva, desde modo cada baguinho de uva inicia seu processo de fermentação no momento certo de maneira muito lenta permitindo a concentração de aromas, açúcar e álcool no que resulta, ao final espetaculares roses. Técnica utilizada nos roses de Tavel.

O processo de sangria,  é usado nos roses do novo mundo ou de países sem muita expressão neste estilo de vinho. As uvas tintas quando de seu início de fermentação ao crescer o mosto, retira-se parte dele, por sangria, aumentando a sua concentração.  Bem, esta sangria mais tarde dará origem aos roses. Argentina, Brasil e Chile produzem quase 100% de seus roses por este método.

Por fim o contato com as cascas, técnica utilizada nos roses que nasceram para serem roses da videira à garrafa. As cascas das uvas tintas são mantidas em contato com o mosto. Quanto mais breve o contato mais leve será o rose.

Bem vamos aos estilos. Mas antes um recado a cor dos roses não quer dizer muito. Na verdade o rose não tem cor definida, vai desde os escuros, quase um Pinot Noir até os mais claros ao estilo casca de cebola. O que dá o tom ao rose é o processo de vinificação e as uvas utilizadas.

E lembre-se, a grande maioria dos roses são feitos para serem bebidos muito jovens.

No quesito rose, certamente a Provence, na França, dita o ritmo. A região produz roses de grande qualidade desde os tempos antigos. Mas não é só a Provence, de certo modo toda a região mediterrânea os elabora.

Os roses da Provence são em geral feitos pela dupla, Grenache e Cinsault. Possuem cor alaranjada chegando até um salmão bem claro. Leves, refrescantes e aromáticos são ideias para acompanhar uma roda de amigos, pratos leves ou um bom sanduíche. O GRANDE CHARME DESTES VINHOS É O DE  BEBÊ-LOS SEM COMPROMISSO.

Pensa que eles são muito leves e sem profundidade?

Passe para um Bandol. Reconhecida região na Provence para roses de elite. A diferença é a inclusão da Mouvedre, poderosa casta tinta do Mediterrâneo. Ela traz ao rose, corpo, volume e cor. Por falar em cor aqui temos um rose cor de morango chegando, em alguns casos, até quase a cor do Pinot Noir. Os aromas mudam bastante, aparecem com força a cereja, o morango e até mesmo cravos e pimentão.

Saindo da Provence chegamos ao Rhône sul, Tavel, a única região demarcada na França autorizada a produzir roses. Os roses são feitos das castas mediterrâneas, Grenache, Cinsualt, Clairette entre outras. São roses encorpados, volumosos, aromáticos lembrando especiarias.

Há, também, os roses do Languedoc Roussilon onde há a inclusão da Syrah e da Carignan gerando roses com aromas de especiarias.

Gosta de um estilo de rose mais seco e mineral? Não precisa sair da França. Vá para o Loire. Ali temos os roses de Anjou. São roses mágicos feitos de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Gammay. Resultado? Um rose de médio porte, mais seco, mineral e com leve toque de acidez.

Saindo da França temos Argentinos, em geral feitos com a Malbec pelo método sangria. Roses mais adocicados e de cor mais escura.Os chilenos feitos com a Cabernet Sauvignon em geral mais secos e ácidos do que os argentinos. E os brasileiros, em geral mais leves e menos adocicados que os andinos.

Estados Unidos com a Zinfandel e a Austrália com a Grenache também produzem ótimos roses.

MAS, SINCERAMENTE A FRANÇA É, PARA MIM, O GRANDE PRODUTOR DE ROSES.

A Provence, terra de sol, praia e especiarias não poderia deixar de elaborar um vinho que fosse parceiro de sua culinária.

Mas repito, concordando ou não com este post  NÃO DEIXE DE APRECIAR UM ROSE.

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Artigo original: PRIMEIROS PASSOS – PARTE XX – ROSES E SEUS ESTILOS de alemdovinho publicado [dia November 21, 2011 at 01:12PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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