PRAZER, EU SOU O TANINO de alemdovinho em Além do Vinho

Primeira fotogarfia publicada no artigo PRAZER, EU SOU O TANINOPRAZER, EU SOU O TANINO
de alemdovinho publicado em Além do Vinho

Muitos comentam que não gostam de vinho que amarra, seca, pega,  na boca ou que dá aquela sensação de  veludo na boca. Pois bem, este é o tanino, presente no vinho.

Sempre que falo de tanino já aviso que é aquela sensação de comer banana verde, algo marrento e que pega na boca.

Em termos químicos tanino é um fenol. Em termos de natureza ele está presente em todos os frutos verdes, nas sementes, no caule e cabinhos. Serve de proteção à planta e aos seus frutos, quando ainda verdes.

Em termos de vinho, fora as partes verdes , em geral, não vinificadas, estão presentes na casca das uvas. Os tintos têm muito mais taninos que os brancos. E entre as tintas, as mais conhecidamente tânicas, são a Baga (da Bairrada em Portugal), a Tannat (natural de Cahors- França, mas atingindo seu ápice no Uruguai). E as menos tânicas, Pinot Noir  e a Gammay , dos Beaujolais.

No processo de vinificação existem várias técnicas que amenizam, arredondam e integram os taninos ao vinho. Mas, dependendo da qualidade das uvas e do tipo de vinificação, por vezes o tanino encontra-se muito presente, algo como verde e marcante, que incomoda bastante.

Uma combinação interessante para harmonizar com vinhos assim é um prato com gordura, algo como carne de panela, carne assada, algo neste giro.

Quando bem integrados ao vinho dão a este sensações únicas de estrutura, vitalidade, força e juventude. Vinhos que ocupam a boca e dão sensações inesquecíveis.

Os bons chilenos e argentinos são mestres nesta área.

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Artigo original: PRAZER, EU SOU O TANINO de alemdovinho publicado [dia November 25, 2011 at 12:12AM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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