Regiões vinícolas da França: Córsega a ilha da beleza! de admin em Vivendo a Vida

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Córsega, também conhecida por Korsica, Corse ou Corsica é uma ilha pertencente à República da França, situada na Costa Azul, a Sul, junto à Ilha Italiana da Sardenha. A sua anexação à França teve lugar em 1768, e das suas terras saíram ilustres franceses como Napoleão. A sua população ronda os 300 mil habitantes e atualmente é um dos melhores destinos existentes para os amantes do desporto, da natureza e das paisagens.

CLIMA

No coração do Mediterrâneo, entre a França e a Itália, a Córsega tem um clima único. A luz do sol ultrapassa os 300 dias por ano, pelo menos no litoral, e os invernos são suaves. Aqui, as uvas não têm dificuldade para amadurecerem. Banhado no Mediterrâneo, a Córsega, surpreendentemente a noites são frescas e a brisa do mar noturna é responsável por moderar o calor do sol. O resultado é visto nos vinhos, que possuem um bom equilíbrio entre acidez e cremosidade. Além disso, as regiões vinícolas estão localizadas à beira-mar.

TERROIR

Os terroirs da Córsega, em uma superfície não exceda o total de 10.000 ha, são amplamente dispersos em torno do perímetro da ilha, onde o homem superou a mata par implantar a vinha. Trazido pelos genoveses no século XVI, especialmente depois de 1957 que a vinha tem crescido qualitativamente com o reconhecimento dos melhores solos. Assim, além de uma denominação regional, existem duas AOC comunais, que comprove o aumento dos vinhos de qualidade. O tipo de solo mais repartido é de origem de granito ou ardósia, com terra negra e pobre. A calcária é encontrada ao norte, em direção de Patrimonio e do extremo sul.

Desde os tempos antigos, a videira faz parte das culturas tradicionais da ilha. Fenícios, , cartagineses, romanos, sucessivamente incentivaram o desenvolvimento.

Assim  em seis séculos AC, os gregos faziam vinho de Alalia (Aléria) uma de suas bebidas favoritas.

Período da Antiguidade

A viticultura começa na Córsega desde século VI AC, com a chegada dos gregos, então é desenvolvido mais amplamente pelos romanos. 

Período da Idade média

Foi a ordens religiosas que deram um novo impulso para a viticultura durante a Idade Média. 

Período da Renascença     

No século XVI o cartógrafo Ignazio Danti que tinha pintado a Córsega do teto da Galeria Vaticana, escreveu: “A Córsega recebeu quatro grandes dons da natureza: os seus cavalos, seus cães, os seus homens orgulhosos e corajosos e seus vinhos, generosíssima, que os príncipes tinham com estima da mais alta! “. 

Período moderno

No século XVIII e XIX, a viticultura Córsega conhece um desenvolvimento espetacular. Entre 1788 e 1896 a sua produção mais que dobrou, e a ilha pode facilmente exportar para a região de Paris, graça a chegada da ferrovia a Sète. No final do século XIX, os danos causados ​​pela filoxera é um desastre econômico e a produção entrou em colapso. 

Período contemporâneo

No início de 1960, com a instalação na Córsega de 17 000 repatriados da Argélia, a viticultura Córsega é relançada, mas de maneira quase industrial, com o plantio de cepas de grandes rendimentos, em cerca de 14 000 hectares. Pouco a pouca, os vinhos da Córsega tomam o lugar dos vinhos de mesa da Argélia em uma gama de vinhos de mesa a preços baixos e de qualidade mais do que modesto.

No entanto, esta política vai contra os novos hábitos do consumo, enquanto as vendas de vinhos de mesa caiam no começo dos anos 70. Em vinte anos, a viticultura Córsega perde dois terços de suas vinhas cuja área total passa de 32.000 hectares para só 10.000 hectares no final de 1990, arruinando a economia local.

Mas no início de 1990, os viticultores começaram a reagirem e defende a qualidade. Hoje, a União de vinhos da Córsega e o Comitê Intersindical de vinhos da Córsega querem apostar da carta das exportações e atrair mercados estrangeiros, com vinhos que irão saber seduzir com sua estrutura.

 A área de produção total é de 7.180 ha, incluindo 2.759 ha são AOC. O vinhedo é dividido em nove denominações. 

 Appellation régionale

Os “Vins de Corse”, são Denominação de Origem controlada AOC produzidos em todo o vinhedo da Córsega.

O nome da denominação pode ser seguido dos nomes geográficos

  • Calvi produzido em 266 há – 7,6 %
  • Coteaux-du-cap-corse produzido em 37 ha – 1,1 %[
  • Figari produzido em 129 ha – 3,8 %
  • Porto-vecchio produzido em 89 ha – 2,1 %
  • Sartène produzido em 143 ha – 6,4 %

Cepas principais utilizadas nos tintos:

  • Grenache
  • Nielluccio
  • Sciaccarello

Cepas de complemento:

  • Aléatico
  • Barbarossa
  • Carcajolo nero
  • Carignan
  • Cinsaut
  • Minustello
  • Mourvèdre
  • Syrah
  • Vermentino

Cepa principal utilizada nos brancos:

  • Vermentino Branco

Cepas de complemento:

  • Biancu gentile
  • Codivarta
  • Genovese
  • Ugni blanc (Rossola)

Appellations locales

Os “Ajaccio” previamente “coteaux-d’Ajaccio”, são vinhos de Denominação de Origem Controlada AOC produzidos ao redor de Ajaccio, no departamento de Corse-du-Sud. A tradição vitivinícola da região, entre as mais antigas da ilha se desenvolveu em torno de “Domaines” bem cuidados e de parcelas onde cresce a Sciaccarello, a melhore cepas da Córsega, ele dá tipicidade e elegância aos tintos e rosés.

Cepas principais utilizadas nos tintos e rosés:

  • Barbarossa
  • Nielluccio
  • Sciaccarello
  • Vermentino

Cepas de complemento:

  • Aléatico
  • Carcajolo nero
  • Carignan
  • Cinsaut
  • Grenache
  • Minustello

Cepa principal utilizada nos brancos:

  • Vermentino Branco

Cepas de complemento:

  • Biancu gentile
  • Codivarta
  • Genovese
  • Ugni blanc (Rossola)

O ”Patrimonio” é um vinhos de Denominação de Origem Controlada desde de 1968, produzido ao redor do golfo de Saint-Florent, do departamento da Haute-Corse. O vinhedo se reparte em 7 municípios: Patrimonio, Barbaggio, Saint-Florent, Farinole, Oletta, Poggio d’Oletta e Santo-Pietro-di-Tenda.

Cepas principais utilizadas nos tintos e rosés:

  • Nielluccio 

Cepas de complemento:

  • Grenache
  • Sciaccarello
  • Vermentino

Cepa principal utilizada nos brancos:

  • Vermentino Branco

Vin doux naturel

O “Muscat Du Cap Corse” é um vinhos doce natural de Denominação de Origem Controlada desde de 1968, produzido em 17 municípios na extremidade da ilha. É elaborado exclusivamente com a cepas Muscat Blanc a Petit Grain.

Os 17 municípios:

Commune de Barbaggio
Commune de Barrettali
Commune de Centuri
Commune de Cagnano
Commune de Ersa
Commune de Farinole
Commune de Luri
Commune de Meria
Commune de Morsiglia
Commune de Oletta
Commune de Patrimonio
Commune de Pietracorbara
Commune de Poggio-d’Oletta
Commune de Rogliano
Commune de Saint-Florent
Commune de Sisco
Commune de Tomino

Vins de pays

O “Vin de pays” da Ilha da Beleza representa o primeiro volume comercializado. Sua participação passou de 2 a 3% antes de 1980 para 60%. Em 2001, sua aprovação foi em 181 795 hl. Para luta contra o excesso de produção, ligados a vinificação de cepas a grande produtividade, um plano de arranque de vinha de 20 000 ha, foi seguido por um programa de plantio de cepas tradicionais da ilha. A produção é dividida entre os 47% de vinhos tintos, 34% de rosés e 19% dos brancos.

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Artigo original: Regiões vinícolas da França: Córsega a ilha da beleza! de admin publicado [dia November 23, 2011 at 02:17PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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