AS UVAS CLÁSSICAS DO MEDITERRÂNEO de alemdovinho em Além do Vinho

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de alemdovinho publicado em Além do Vinho

Toda a borda do Mediterrâneo que vai da França até a Espanha usa e abusa das quatro uvas que dão o tom em seus vinhos.

Este vinhedo de Grenache, no Roussilon, França, que o diga.

Importante  dizer que o clima é mediterrâneo, isto é, clima temperado muito influenciado pelo mar. Sendo assim, podemos ter verões quentes e secos ou frios e chuvosos. Aí entram as uvas chamadas de corte. No blend sob responsabilidade do enólogo, diferentes uvas são utilizadas de acordo com seu grau de qualidade em função do clima.

Muito diferente do clima continental, ao estilo, Colchagua, onde dificilmente temos variações em relação aos estilos de inverno e verão.

Aí é que entram as uvas clássicas do Mediterrâneo.

A Carignan, Grenache, Mouvèdre e Cinsault. Estas uvas tintas estão presentes na grande maioria dos vinhos.

A Carignan, também chamada de Cariñena, na Espanha de onde é originária, inclusive fazendo parte do corte dos vinhos de Rioja. Mas no Languedoc, extensa região na França que vai da Provence até a fronteira espanhola encontrou um local onde produz muito e, hoje, graças ao trabalho dos jovens produtores, produz com qualidade. Uva que traz ao vinho muita cor e aromas, mas possui muita acidez e taninos, por isto dificilmente a vemos, nesta região vinificada sozinha.

O que não é o caso do Chile e dos EUA onde os produtores tem, com sucesso, dominado os taninos e a acidez e produzidos belos varietais.

A outra uva mestra do Mediterrâneo é a Grenache ou Garnacha para os espanhóis. Também chamada de Cannonau na Sardenha.

Esta uva é fundamental para o Rhone sul onde compõe 50% do Châteaueuf-du-pape e entra em basicamente todos os cortes dos vinhos tintos e roses. Vindo mais para oeste, na Provence, Languedoc e Roussilon continua essencial. Dificilmente a vemos fora dos vinhos.

Mais um a uva nativa do norte da Espanha que graças ao trabalhos dos Romanos espalhou-se pela borda do Mediterrâneo. Uva que gosta de muito sol e solos secos, como os da foto acima e como tem maturação prolongada seus altos índices de açúcar permitem elaborar vinhos bastante alcoólicos. Como possui a pelo muito fina não tem cor e taninos para que seja vinificada sozinha, daí a necessidade de suas parceiras, a Mouvèdre, Cinsault e a Carignan.

Mas não podemos pensar em roses de Provence sem que ela esteja presente. É essencial para trazer ao vinho açúcar e álcool.

Na Espanha é importantíssima na produção dos vinhos do Priorato, região perto de Barcelona que produz vinhos potentes junto com a Carignan.

Outra parceira inseparável é a Mouvèdre, chamada, na Espanha de Monastrell. Originária da Catalunha esta casta é amiga  da Grenache completando-a. O que falta numa sobra  na outra. A Garnacha é alcoólica, sem pigmentação e certa doçura. A Mouvèdre é poderosa na cor, nos taninos e na acidez. Portanto, combinação inseparável.

Sozinha a Mouvèdre, na Provence, mais precisamente em Bandol encontrou terreno fértil para que se possa produzir os vinhos tintos da Provence. Sozinha empresta todos os itens necessários a um vinho potente e de guarda. Experimentem um tinto de Bandol e não esquecerão.

Na Espanha a Monastrell é vinificada em toda a borda mediterrânea, tanto sozinha, como no jovem terroir de Jumilla, que faz parte da província de Murcia e Alicante no sul de Valência.

Por fim, mas não menos importante é a Cinsault, também chamada de Hermitage. Hermitage que no cruzamento com a Pinot Noir deu origem à uva chamada Pinotage, ícone da África do Sul.

Uma essencial no Languedoc e no Roussilon, tem por característica a sua tolerância ao sol e ao calor, inclusive é plantada do outro lado do Mediterrâneo, como Marrocos, Líbano e Argélia.

Uva muito produtiva deve ter cuidado máximo para que se obtenha qualidade. Empresta ao corte com a Mouvèdre e a Grenache, sedosidade e aromas.

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  • Vinhos de Provence

Artigo original: AS UVAS CLÁSSICAS DO MEDITERRÂNEO de alemdovinho publicado [dia December 18, 2011 at 06:55PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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