Mitos sobre VINHOS? de Maria Ripardo em VINHOS by Maria Ripardo

Primeira fotogarfia publicada no artigo Mitos sobre VINHOS?Mitos sobre VINHOS?
de Maria Ripardo publicado em VINHOS by Maria Ripardo


Levantaremos alguns Mitos sobre VINHO,que servem ao nosso conhecimento e que depois são maravilhosamente destruídos, revelando que este mundo é um eterno desvendar.

MITO 1: O vinho melhora com o tempo

Derrubar este mito é como bater em bêbado, mas vamos considerar isso um aquecimento. Na verdade, mais de 90 % dos vinhos produzidos no mundo são feitos para serem consumidos em até um ano após saírem das vinícolas e, depois disso, ou não evoluirão ou ficarão piores.

MITO 2: As regiões para produzir bons vinhos estão entre os paralelos 30 e 50º (norte e sul)

Vamos lembrar nossas aulas de física e pensar que quanto mais subimos em uma montanha, mais frio fica. Hoje, o conhecimento científico e a prática das plantações em altitude mostra que plantar vinhedos 100 metros mais alto equivale a plantá-los em uma latitude 1º maior.

MITO 3: Vinhos de vinhedos em latada são inferiores

A superioridade da condução em espaldeira é incontestável como método geral, mas, em locais onde o sol é extremo e onde “não chove”, os defeitos da latada se tornam suas virtudes. A falta de sol nos frutos e no solo – que normalmente gera muita umidade e proliferação de fungos – serve como proteção para que o fruto não seja queimado e danificado pelo sol. Alguns belos vinhos vindos de verdadeiros desertos têm sua qualidade auxiliada pela plantação de seus vinhedos em latada.

MITO 4: Vinhos brancos devem ser bebidos jovens

Em um país em que os vinhos tintos reinam absolutos, poucas pessoas têm a felicidade de contestar este mito, ou sequer têm o interesse de fazê-lo. Sim, a grande maioria dos vinhos brancos é elaborada para ser bebida jovem, com até dois anos de vida. Essa é a regra geral. Mas a verdade é que alguns vinhos brancos são verdadeiros maratonistas, aguentam um longo percurso e, mais do que isso, ficam melhores a cada ano que passa. Grandes Borgonhas brancos (como os da família Valette, por exemplo), grandes Rieslings (cujos aromas de evolução são tão discutidos nesta edição), os espetaculares Tondonia e outros tão especiais são prova disso. Podemos ir além e matar dois mitos em uma garrafada só, ao dizer que é possível (e recomendado, às vezes) decantar um branco, como, por exemplo, um jovem Coulée de Serrant 2005, que pode esperar cerca de três horas para ser degustado em seu esplendor. Assim, vinhos brancos têm que ser bebidos jovens e não devem ser decantados? Mito.

MITO 5: Beber faz mal a saúde

Dezenas de estudos realizados nos últimos 20 anos demonstraram cientificamente os benefícios à saúde que o consumo do vinho proporciona. O vinho é um verdadeiro elixir, que faz bem da pele ao coração, passando pelo cérebro, pela diminuição do risco de diversos tipos de câncer e muito mais.

MITO 6: O vinho faz bem à saúde

Os mesmos estudos que comprovaram o benefício do consumo do vinho para nosso organismo quando bebido frequente e moderadamente (máximo de duas taças ao dia parece ser a indicação ideal), desaconselham fortemente seu consumo acima de quatro taças diárias; uma vez que essa quantidade aumenta o risco de várias das mesmas doenças que ajuda a prevenir quando bebido com moderação.

MITO 7: Vinhos orgânicos e naturais são melhores

Como todas as outras premissas, est a também está inexata. Não há duvida de que um vinho cuja produção foi feita sem produtos químicos é melhor para a nossa saúde, mas não é verdade que os vinhos orgânicos e naturais sejam melhores em qualidade que seus irmãos não orgânicos.

MITO 8: Vinhos orgânicos são mais caros porque custam mais para serem produzidos

Esta é uma verdade apenas nos primeiros anos de um vinhedo orgânico, mas, uma vez que a vinha encontra seu equilíbrio e proteção natural, passa-se a economizar pelo não uso de produtos químicos e menor intervenção humana na planta.

MITO 9: Os vinhos mais caros recebem mais cuidados e assim têm maior custo de produção

Os custos de produção sobem até um patamar, depois disso, pagamos mais pelo que representa um determinado vinho do que por sua composição de custos. Valor histórico, reconhecimento, escassez e outros elementos passam a influir mais no preço do vinho que seu custo de produção.

MITO 10: Vinho bom é o vinho de que você gosta

Este é o mito dos mitos, o grande sofisma adorado pelos iniciantes do mundo do vinho (e por muitos que não são iniciantes). “Bom, se isso é falso, por que meus amigos que entendem muito de vinho falam isso para mim?”, alguns podem estar se perguntando. Mas, se eles dizem isso, é exatamente porque são seus amigos, ou então porque não têm tanta intimidade com você… A verdade, entretanto, é que se fala isso para que uma pessoa não abandone o vinho por se sentir contestado, e tenha a oportunidade de degustar mais, aprender mais e começar a divulgar esse sofisma para outras pessoas que estão começando no mundo do vinho. Sim, você tem o direito de gostar do que quiser, e mais do que isso, de tomar o que gosta. Mas esse fato não faz com que o vinho que você gosta seja tecnicamente melhor do que o que você não gosta. Nosso conselho: não se feche em dogmas e esteja aberto a assumir que sempre temos a evoluir em capacidade de degustar e conhecer coisas novas.

Mais MITOS

O vinho é uma bebida que agrada á muitas pessoas, despertando curiosidade e estimulando os mais diferentes rituais entre as pessoas apaixonadas, confiram mais informações abaixo;

11º Mito – Nem sempre quanto mais velho melhor, pois alguns vinhos leves duram menos, já os encorpados tendem a durar mais.

12º Mito – Vinhos a partir de R$ 15,00 já são considerados bom no Brasil, se o preço for abaixo, sua qualidade não será muito visível, pois o custo de produção de um vinho é muito alto.

13º Mito – Nem sempre peixe se come com vinho branco e carne com vinho tinto, tudo vai depender do método de preparo dos alimentos.

14º Mito – Em uma refeição, sirva sempre o vinho branco primeiro, depois o tinto.

15º Mito – Vinhos que são armazenados deitado são porque possuem rolha cortiça, já as rolas de rosca ou sintética não precisam ser armazenados deitados.

16º Mito – As taças modificam sim o sabor do vinho, tudo depende do material com que a taça é feita e o formato, liberando assim os aromas e sabores do vinho.

17º Mito – Espumantes e Frisantes não são a mesma coisa, os frisantes possuem uma pressão interna menor e tendem a durar menos tempo.

18º Mito – Nunca Chacoalhe o Espumante antes de abri-lo, isso pode prejudicar o sabor da bebida.

19º Mito – Vinho do porto não combina somente com sobremesa, o mesmo pode ser consumido antes de um jantar para abrir o apetite, ou após as refeições sem o acompanhamento de um doce.

20º Mito – Não existe uma regra para a fabricação de vinhos, a combinação de uva e castas podem vai depender de cada produtor da região em que é produzido, alguns vinhos são feitos com a junção de até três uvas diferentes.




Um pouquinho mais???
21º O vinho rosé é obtido misturando tinto com branco?

Este é o mais clássicos. Nada de mais falso: a verdade é que misturar uvas tintas é até proibido por lei em muitas regiões vinícolas (pelo menos na Itália).

O rosé é sempre vinificado partindo de uva tinta, com o método de maceração curta. Ou seja, o mosto é deixado em contato com as cascas para um tempo menor do que com os tintos, até chegar à coloração que o enólogo quer.
Somente na França, e exclusivamente na região de Champagne, elabora-se rosé misturando-se tinto ao branco, até de safras diferentes. Eles o chamam de cuveé, mas se pronuncia “marketing”.

22º O rosé foi inventado pelos franceses?


A verdade é que a origem é incerta. Na idade média, por exemplo, nas regiões italianas e espanholas costumava-se adicionar o branco para “aliviar” o tinto. Hoje todo mundo se apropria da invenção, mas parece que a origem dos primeiros rosés vinificados com maceração curta vem da região italiana de Puglia, no fim da segunda guerra. Mas parece que o Conde Pavoncelli di Cerignola em 1890 já vendia aos franceses um vinho rosé de uvas Nero di Tróia.

Agora que todos vocês já entendem um pouco mais sobre os mitos do vinho, não deixem de degustar um bom vinho com quem você gosta…


VINHO x SAÚDE

O vinho realmente faz bem para a saúde?

Verdade. O vinho é hoje, sem dúvida, entre todas as bebidas, a mais favorável à saúde. Isso se bebido regularmente junto com as refeições, com moderação e por quem não tem contraindicação à ingestão de bebidas alcoólicas.

Os polifenóis – componentes naturais encontrados na casca e na semente da uva – possuem importante ação antibiótica, efeito antioxidante, ajudam a prevenir a formação de placas de gordura nas artérias, reduzem o colesterol ruim (LDL) e aumentam o chamado colesterol bom ( HDL).

Além disso, junto com a dose baixa de álcool, os polifenóis são os grandes responsáveis pelos benefícios do vinho para a saúde.

Vinho tinto é melhor que o vinho branco para a saúde?

Verdade. Os vinhos tintos (que são fermentados na presença da uva) têm cerca de 10 vezes mais polifenóis que os vinhos brancos. É por isso que os tintos, como regra, têm mais virtudes para a saúde e reduzem em 36% as chances de desenvolvimento de algum problema cardiovascular.

O vinho é benéfico somente para o coração?

Mito. A ingestão moderada de bebidas alcoólicas, sobretudo de vinho, diminui as doenças cardíacas e circulatórias e as mortes por estas causas entre 40 e 60%. Mas estudos também associam o vinho a possíveis efeitos benéficos para evitar doenças respiratórias, cerebrais, digestivas e urinárias, além de anemia, diabetes e problemas nos ossos e na visão.

O álcool existente no vinho também faz bem?

Mito. No vinho já se identificaram cerca de 1.000 substâncias e a única que reconhecidamente pode ser danosa ao organismo é ele. O álcool é o problema do vinho. Ele quando ingerido em quantidade superior à que o organismo pode metabolizar é tóxico, principalmente para o fígado, cérebro e coração.

Suco de uva tem os mesmos benefícios para a saúde que o vinho?

Mito. Imagine agora uma taça com suco de uva e outra com vinho com a mesma quantia de polifenóis. Teremos mais benefícios bebendo o vinho porque, na presença do álcool, o organismo absorve mais os polifenóis.


O vinho ajuda na prevenção do câncer?

Verdade. As pessoas que têm o hábito regular de beber vinho moderadamente junto com as refeições têm 20% menos chance de desenvolver câncer de qualquer tipo. E essa proteção se deve aos polifenóis que agem bloqueando tanto o início como o crescimento e disseminação da doença.

A quantidade ideal de consumo para cada pessoa é a mesma?

Mito. Pode-se responder de duas maneiras a essa pergunta. Primeiro, a quantia depende da capacidade de cada organismo de metabolizar o álcool. Segundo, há diferença entre homens e mulheres. Um homem pode consumir até 300 ml de vinho por dia e o recomendado para as mulheres são 200 ml diários, o que equivale a menos de uma taça por dia.

Fonte:http://revistaadega.uol.com.br,http://g1.globo.com/especiais, http://mondovinho.blogspot.com 

Artigo original: Mitos sobre VINHOS? de Maria Ripardo publicado [dia January 19, 2012 at 06:45PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

Anúncios