Borgonha: evitando más compras ou gafes! de Jeriel em Blog do Jeriel

Primeira fotogarfia publicada no artigo Borgonha: evitando más compras ou gafes!Borgonha: evitando más compras ou gafes!
de Jeriel publicado em Blog do Jeriel

Há pessoas que gostam de estudar sobre vinhos. Há quem deteste. Sem problema. Há quem não goste, tenha algum conhecimento e faça tudo para mostrar atitude com isso. O que dizer? Sempre falo que não faço prescrição de nada, que não determino condutas, apenas sugiro as vantagens e desvantagens inerentes à cada situação, quando me lembro. Mas esse último grupo é suscetível às más aquisições e suas consequências.

Basicamente existem três perfis de admiradores quanto ao conhecimento: os que muito sabem, os que absolutamente nada sabem e os que sabem algo. A capacidade de ser uma vítima em potencial de uma oferta de compra que não faz muito pelo seu bolso, varia de acordo com o quanto mais você está próximo de cada um dos grupos extremos.

É precisamente nesse grupo intermediário que, infelizmente, advém as situações que parecem “pegadinhas de vestibular”, aquelas questões que não medem se você aprendeu as regras, mas se domina as exceções, provavelmente sem más intenções de quem vende, mas prevenir é ainda o insubstituível remédio.

ONDE FOI QUE EU ERREI?

Para ir direto ao ponto do tema de hoje, relembro uma passagem da minha vida no vinho, em que fui eu o escolhido por Baco para comprar gato por lebre.

Quem nada sabe, dificilmente vai  se meter a comprar Borgonha sem um medo legítimo! Quem sabe muito, dribla as contradições. Agora, quem ainda está aprendendo…

O que eu sabia da Borgonha? Que era na França, de ótima reputação, mas em geral caros, conhecia algumas sub-regiões pelo nome, porém sem saber muito mais do que o fato dos vinhos  brancos serem de  Chardonnay e os tintos de Pinot Noir. Exatamente aqui, me dei mal.

Observação: vinhos da Borgonha não mencionam uvas no rótulo!

Quando bateu uma vontade de beber um Borgonha, eu sabia que iria ter que comprar um rótulo simples do tipo “Bourgogne rouge”, até aí OK!

Sabia também que poderia gastar de R$60-80, OK!

Mas então havia uma promoção de um Borgonha por R$45 e ainda por cima com um nome de uma sub-região, Mâcon (um nome de sub-região ou comuna é em tese melhor do que um “Bourgogne rouge”).

Também sabia que vinhos da Côte Mâconnais não são os maiores, mas o que eu não sabia é que o vinho tinto em questão NÃO é feito com Pinot Noir 100% e sim, com Gamay e um percentual baixo de Pinot!

Também tinha conhecimento suficiente para constatar assim que senti os aromas da primeira taça, que era um vinho simples e bem feito, mas que não parecia Pinot Noir.

Isso muda tudo porque os vinhos simples da vizinha Beaujolais, custam menos do que isso, podem ser até melhores (pelo terroir granítico) e então não foi vantagem alguma!

E se alguém gosta do preço, compra uma caixa deste vinho e o serve para alguém que tenha familiaridade com as uvas? Não foi difícil reconhecer os aromas de Gamay! Isso seria uma tremenda gafe!

Mas, aproveitando o papo sobre conhecer vinhos, uma palavrinha sobre a região:

MÂCONNAIS

Esta região se estende por 50km de comprimento e 15km de largura, sendo limitada ao norte pela Côte Chalonnaise e ao sul por Beaujolais. Sua grande estrela é Pouilly-Fuissé, um Chardonnay dos mais complexos e elegantes de toda a Borgonha.

Os melhores vinhedos se estendem por encostas ao longo do Vale do rio Saône.

As AOCs locais, Mâcon e Mâcon supérieur produzem brancos, rosés e tintos. Estes últimos, todavia, à base majoritária de Gamay e pequenas quantidades de Pinot Noir. A AOC Mâcon-village só produz brancos á base de Chardonnay.

As videiras de Mâcon são assim distribuidas: 67% de Chardonnay, 25% de Gamay e somente 8% de Pinot Noir.

MENSAGEM FINAL

Compra melhor quem se informa melhor!

Santé!

Texto de André Logaldi

Artigo original: Borgonha: evitando más compras ou gafes! de Jeriel publicado [dia January 19, 2012 at 10:20AM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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