MAPA DO VINHO – PARTE XXII – FRANÇA – BORGONHA – MÂCON de alemdovinho em Além do Vinho

Primeira fotogarfia publicada no artigo MAPA DO VINHO – PARTE XXII – FRANÇA – BORGONHA – MÂCONMAPA DO VINHO – PARTE XXII – FRANÇA – BORGONHA – MÂCON
de alemdovinho publicado em Além do Vinho

Aqui a termina o reinado da Gamay e entram em cena a Chardonnay e a Pinot Noir. Mâcon, como toda a Borgonha sempre esteve envolvida com os Monges Cistercienses, ordem religiosa da Igreja Católica que teve sua origem na Borgonha por volta do ano de 1100, na cidade de Cister. Estes Monges, após separarem-se dos Beneditinos, espalharam-se pela região da Borgonha e do Loire. Na idade Média, os mosteiros e conventos eram verdadeiras fortificações onde havia uma certa dose de segurança face ao mundo rude que os rodeava. Eles dominavam a cultura, a escrita, o conhecimento, a gastronomia e as técnicas de vinificação. Eles cuidavam dos vinhedos por onde se instalavam.

A região montanhosa é ideal para os brancos.

Em Mâcon não foi diferente. As marcas estão por todo o lugar, vejam a  foto acima com uma antiga Capela e os vinhedos a volta.

Mâcon é a maior área produtora da Borgonha de vinhos feitos da casta Chardonnay e Pinot Noir, mas sem dúvida alguma é conhecida mundialmente por produzir vinhos de ótima qualidade em geral brancos.

Com geografia baseada em pequenas elevações seus vinhos são plantados numa altura média de 300 a 400 metros, mais ao norte que Beaujalois, portanto mais frio no inverno e no verão o que afasta a Gamay e trás para cena a Chardonnay e a Pinot Noir.

Claro sem alcançar o glamour e o preço de seus irmãos da Cote D’Or, mas mesmo assim com o selo de ser um vinho da Borgonha, uma das mais abençoadas regiões vinhateiras do mundo.

Mas lembrem-se a Borgonha garante bons vinhos mas não garante bons produtores, principalmente em áreas grandes como é  Mâcon. Aqui, mais do que nunca devemos nos basear nos importadores honestos que certamente já separaram, na origem o que é bom ou não.

Começa a aparecer por aqui uma uva branca que estava muito sumida a Aligoté,  rival da Chardonnay que produz vinhos ácidos, aromáticos e para serem bebidos jovens. Utilizada, também, para compor a bebida local o Kir que nada mais é do que a Aligoté e creme de Cassis.

Até pouco tempo atrás era produzida sem muitos cuidados técnicos, situação que mudou e bastante nos últimos tempos.

No próximo post vamos falar com mais calma sobre a Aligoté.

Mâcon, então, produz excelentes vinhos para o dia a dia a preços e qualidade mais do que razoáveis, precisa-se, apenas procurar um bom importador.

Gostar disto:

Be the first to like this .

Artigo original: MAPA DO VINHO – PARTE XXII – FRANÇA – BORGONHA – MÂCON de alemdovinho publicado [dia February 21, 2012 at 02:22PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

Anúncios