MAPA DO VINHO – PARTE XXXVII – FRANÇA ALSÁCIA de alemdovinho em Além do Vinho

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A Alsácia no extremo nordeste francês, fronteira com a Alemanha, produz a parte da elite mundial dos vinhos brancos.

Proporciona belos passeios, mas depois de tanto caminhar vem o cansaço e a fome.

Nada melhor que uma pausa nas caves, os weintube ou nos restaurantes. E aí, junto com a especial culinária da região com toques alemães, podemos, com calma, abrir o cardápio e escolhermos alguns dos melhores vinhos brancos do mundo.

Bela e única Alsácia. Pequena região francesa que une a pragmática Alemanha com o charme da França. Fronteira móvel, região que sofreu muitas guerras ao longo da história já foi da Alemanha e depois voltou para a França, por duas vezes, e sempre entremeada de guerras, hoje,  é um amálgama perfeito entre estes dois países.

Pode-se dividir a Alsácia em duas, a alta Alsácia, cuja cidade principal é Colmar e a baixa Alsácia com a capital do Departamento, Estrasburgo.

Do lado oeste está o maciço de Vosges e do lado leste o rio Reno dividindo o país com a Alemanha.

Prensado e protegido dos frios ventos está a alta Alsácia, epicentro dos melhores vinhedos da região. A importância do Vosges é fundamental para o sucesso dos vinhos desta região.

Vejam o mapa.

Em seus 170 quilômetros de extensão produz vinhos brancos secos e bastante aromáticos e uma combinação ímpar entre açúcar, acidez e álcool, sendo um dos melhores, senão o melhor berço das castas brancas no mundo.

Minha região favorita em se tratando de vinhos brancos. Tem de todos os tipos, do mais seco ao mais doce, do mais aromático ao mineral, incluindo aí seu Crémant (sparkling). Eu como gosto e muito de vinhos brancos fico também por aqui no verão.

São também vinhos que formam grande parceria com a gastronomia local, vão muito bem com a culinária alemã, com comidas mais leves e enfrentam com maestria pratos orientais.

Ali encontraram refúgio seguro castas como Sylvanner, Riesling, Gerwurtztraminer, Pinot gris   e Pinot Blanc.

Mas a beleza de hoje não traduz explicitamente a luta dos produtores locais. Desde sempre foi uma região disputada e palco de muitas guerras. A paz que reina hoje é fruto da luta incansável de seus produtores. O clima sempre frio mesmo no verão somado ao tipo de solo favorece amplamente as castas brancas. São elas:

SYLVANNER: Produz vinhos muito semelhantes aos Riesling mas sem a complexidade desta, por outro lado, requer menos atenção do que a Riesling, precisa de menos sol e calor, seus vinhos têm cor amarelo, quase transparente,  aromas mais florais, acidez bem mais educada do que a Riesling, são vinhos para serem consumidos logo, de preferência um ou dois anos depois da safra.

RIESLING: Não vamos confundir a Riesling Renana, da qual estamos a falar com a Riesling Itálica, utilizada nos espumantes nacionais.

A Riesling Renana tem como seu berço os vales dos rios Saar, Ruwer e Mosela, todos no nordeste da Alemanha. Foi introduzida na Alsácia pelos alemães. Aqui com invernos rigorosos e os verões amenos, a Riesling adaptou-se bem, tem geralmente baixo teor alcoólico, algo perto de 12 graus,o que é uma dádiva em face destes quase vinhardentes que são vendidos hoje. Este mesmo frio ajuda para que a casta seja aromática, refrescante e extremamente longeva. Há exemplares que aguentam muito bem até 10 anos de garrafa.

PINOR GRIS: Originária da Alsácia, França, uva de casca avermelhada mas produz brancos da elite mundial. Possui homônimas espalhadas por vários países, na Iália, Pinot Grigi e  na na Alemenha Grauburgunder, entre outros. Mas é na Alsácia que esta casta alcança seu apogeu. Ali em quantidades liliputianas gera um vinho mágico, inebriante e inesquecível. Cor amarelo quase âmbar, nariz flores, frutos de polpa branca, alguma especiaria como canela e zimbro. Na taça untuoso, lágrimas densas e constantes, na boca acidez e doçura no ponto certo.

GEWÜRTZTRAMINER: A Traminer, mãe das castas Traminer, como a Traminer Rosa ou Savigny e da Gewürtztraminer é da região do Alto Adige (Itália) na antiga Süd Tirol. A Gewürtztraminer, é uma uva de casta rosada baixa produção, na Alsácia alcança sua plenitude, tanto em vinhos jovens como nos colheitas tardias para o vinho doce. Vinhos de cor âmbar possuem aromas variados e exuberantes que caracteriza Gewurztraminer. O bouquet é intenso e complexo, oferecendo uma explosão de frutas exóticas (lichia, maracujá, abacaxi, manga), flores (especialmente rosa), frutas cítricas (casca de laranja) e especiarias (gengibre, pimenta, cravo e pimenta) contribuem para dar a estes vinhos uma característica única.

PINOT BLANC: Casta originária da Borgonha, adaptou-se muito bem na Alsácia por ser resistente ao frio. Gosta de solos pedregosos que mantém o calor mesmo em dias mais frios.

É muito utilizada para a produção do Crémant D’Alsace, por ser uma casta mais ácida, frutada com aromas de maçã, pêssego e toques florais.

Há uma pequena produção de Pinot Noir, mas estes em comparação com os da vizinha Borgonha não alcançam a plenitude que lá existe.

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Artigo original: MAPA DO VINHO – PARTE XXXVII – FRANÇA ALSÁCIA de alemdovinho publicado [dia February 23, 2012 at 11:22PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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