MAPA DO VINHO – PARTE 41 – FRANÇA – CHAMPAGNE de alemdovinho em Além do Vinho

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A região de Champagne, bem perto de Paris é uma das regiões mais ao norte na França.

Falar de Champagne e não falar dos Monges é não falar deste vinho. As primeiras vinhas foram plantadas pelos Romanos. Na Idade Média, as pequenas cidades feudais viviam em função dos nobres e da Igreja. Quer queiram quer não, a Igreja, nesta época desenvolveu importante papel na sociedade. As Abadias, do latim Abattia deriva do aramaico Abba (Pai), eram verdadeiros oásis na selva que era a vida fora dos burgos e das áreas controladas pela Igreja.

Igrejas antigas estão espalhadas por toda a região de Champagne.

Nos Mosteiros, Conventos e Abadias a vida seguia em segurança, algo como um condomínio fechado, se assim posso comparar, onde se desenvolvia a gastronomia, a cultura e, claro, o vinho.

Diz a lenda que o Monge Dom Perignon, meio sem querer querendo descobriu o método arcaico do Champenoise, qual seja, a segunda fermentação na garrafa. Mas há controvérsias, Limoux, região ao sul da França, nas encostas dos Midi-Pirineus,  já elaboravam o espumante muito antes de Dom Perigonon.

Bem como dito a ligação entre Igreja e Monarquia era muito próxima, inclusive alguns Reis resolveram, por si, criar Igrejas ou mesmo ser um désposta iluminado, que o diga o Rei Sol, Luis XIV, os Champagnes logo ganharam os salões e se tornou sinônimo de vinho cheio de Glamour

Mas o Champagne é, antes de tudo, um vinho que sofreu uma segunda fermentação na garrafa. Entendendo-se o vinho como uma fermentação da uva no meio do caminho entre o suco e o vinagre.

O vinho base para o Champagne é um vinho bem mais ácido que o normal não se esquecendo que uma das chaves da longevidade do vinho é a  acidez. As regiões frias, com pouca insolação no verão são as ideias para o cultivo do vinho base. No caso do Champagne são usadas duas castas tintas e uma branca, Pinot Noir, Pinot Meunier e a Chardonnay. Após a fermentação normal o vinho vai para a garrafa onde ocorre a segunda fermentação e o surgimento das inefáveis bolinhas. Quando da finalização, a borra que se forma na ponta do gargalo é congelada e retirada, no espaço  se  recoloca o vinho base.

Os aromas do Champagne são muito difíceis de serem detectados o vinho base sendo mais ácido é pouco aromático, além da agulha na ponta do nariz vindo do estouro das bolinhas e do CO2. Uma dica é servir em taças normais de vinho branco, o maior contato do vinho com o oxigêncio libera mais rápidamente o CO2 e ai podemos sentir os aromas do Champagne.

Por último o Champagne Vintage é elaborado em ocasiões especiais quando a safra é da mais alta qualidade e sem cortes, isto é o Champagne é feito com esta safra especial. Normalmente o vinho base é um corte das melhores safras de cada casta.

Depois é uma região que sempre esteve ligada, pela proximidade ao epicentro do reinado francês. Seu vinhos espumante foi a grande estrela de várias festas, dai espalhando-se pela Europa como sendo um vinho ligado a alegria e luxo.

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Artigo original: MAPA DO VINHO – PARTE 41 – FRANÇA – CHAMPAGNE de alemdovinho publicado [dia February 26, 2012 at 07:41PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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