MAPA DO VINHO – PARTE 42 – FRANÇA – CHAMPAGNE E SEU SEGREDO de alemdovinho em Além do Vinho

Primeira fotogarfia publicada no artigo MAPA DO VINHO – PARTE 42 – FRANÇA – CHAMPAGNE E SEU SEGREDOMAPA DO VINHO – PARTE 42 – FRANÇA – CHAMPAGNE E SEU SEGREDO
de alemdovinho publicado em Além do Vinho

Já visto que o vinho base do espumante vem de regiões mais frias, com verão menos ensolarado e de curta duração. Também de onde se originou o Champagne e seu glamour. Mas o que especificamente a região do Champagne que na verdade é uma Região Administrativa (Estado) francês tem de tão especial, afinal a região alemã do Mosela e os vinhos do Luxemburgo ficam na mesma latitude.

Perto de Paris algo como 150 quilômetros, de carro pouco mais que  duas horas, a abençoada região de Champagne possui clima e solos ideias para o cultivo das castas que darão origem ao vinho base, tradicionalmente, Pinot Meunier, Noir e Chardonnay.

Diferentemente da outros locais o solo aqui é composto de giz.

O solo de giz (calcário)  reflete a luz do dia aumentando, no momentos necessários a quantidade de sol que a uva precisa.

A região é muito chuvosa e os vinhedos estão plantados, em geral no plano, como fazer com o excesso de água? O giz absorve grande parte desta água mantendo a sanidade da videira. As raízes da videira, quando necessário podem descer 8 metros ou mais a procura de alimento. Mas se tivermos excesso de matéria orgânica na superfície ou mesmo ausência de necessidade da raiz descer há um problema, pois elas passam a crescer para os lados impedindo o correto desenvolvimento da planta. E solos muito úmidos são solos ricos em matéria orgânica.

O verão é época de pouca chuva, como fazer para  ”molhar” o solo? O mesmo giz que absorveu a água agora a devolve, lentamente, para a videira. Aí estão as diferneças.

Claro que há micro-climas na região do Champagne, principalmente em razão da altura em que os vinhedos são plantados. Já visto que a altura exerce forte influência no desenvolvimento final da uva. Plantadas mais ao alto o amadurecimento final é mais lento o que gera muita diferença no vinho a ser produzido.

Por fim vêm décadas de experiência na produção deste vinhos, desde a videira até a garrafa o que traz um diferencial muito grande.

Mas cuidado. Vale a mesma lembrança, em termos de tinto, somos muito guiados pelo estilo Parker, vinhos tintos retintos. Então temos a imagem de que os vinhos caros, na Europa, seguem este estilo o que gera decepções. Paguei caro e vem este vinho “aguado”!

No Champagne é semelhante. Temos a noção de Champagne bom é aquele que a taça entra em ebulição de tantas borbulhas. Nem sempre é assim, quando jovem OK mas quanto mais velha for, por óbvio esta explosão de bolhas vai embora, mas em compensação estamos a frente de uma verdadeira jóia engarrafada.

Eu estou pronto para apreciá-las neste charmoso restaurante em Vitri-Le-François, no coração de Champagne-Ardenne

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Artigo original: MAPA DO VINHO – PARTE 42 – FRANÇA – CHAMPAGNE E SEU SEGREDO de alemdovinho publicado [dia February 26, 2012 at 07:53PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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