Segredos da Borgonha. de (autor desconhecido) em Últimas Postagens do Blog | De Los Passos

Primeira fotogarfia publicada no artigo Segredos da Borgonha.Segredos da Borgonha.
de (autor desconhecido) publicado em Últimas Postagens do Blog | De Los Passos

Uma terra abençoada que forma um mosaico de pequenas propriedades, algumas delas favorecidas pelo deus Baco, com caldos inigualáveis e copiados no mundo inteiro. Muito ao norte, a Borgonha tem um clima em que a maturação ideal das uvas é difícil de ser alcançada e, diferentemente de Bordeaux, onde os vinhos são favorecidos por uma produção de larga escala (cerca de 200 a 330 mil garrafas/colheita em cada Chateau, contra apenas 30 mil em média da Borgonha), e beneficiados por um corte de uvas – o corte bordalês -, que permite ao produtor manipular o blend em favor da qualidade do vinho a cada ano, na Borgonha os tintos são de Pinot Noir e os brancos de Chardonnay. A Borgonha tem 45.000 ha de vinhas e produz cerca de 390 milhões de garrafas por ano. O clima é continental, com temperaturas bem frias em Chablis e mais quentes em Mâconnais, ao sul, com a altitude influenciando cada vinhedo em particular. O solo é diverso, com expressivo calcário em Chablis e na Côte d’Or, mas também com marga, argila pedregosa e bastante granito em Beaujolais. As castas tintas são: Pinot Noir, Gamay e César e as brancas são: Chardonnay, Aligoté, Pinot Blanc e Pinot Gris. As seis sub-regiões da Borgonha, na direção norte/sul, são: Chablis, Côte de Nuits, Côte de Beaune, Côte-Chalonnaise, Maconnais e Beaujolais. A região de maior prestígio, produtora dos mais afamados e caros caldos do mundo é a Côte d’Or, que é composta pela Côte de Nuits e Côte de Beaune. A razão para o imenso mosaico de vinhedos da Borgonha veio com a revolução francesa e a dissolução da monarquia e dos estados aristocráticos e eclesiásticos de unidade, culminando em 1790, com a redistribuição das terras promovidas pelo Código de Napoleão, lei que determinou a partilha das propriedades entre herdeiros, independentemente da idade e do sexo, formando uma verdadeira colcha de retalhos entre os vinhedos de cada vilarejo. A hierarquia do vinho da Borgonha divide-os em quatro categorias. Na base da pirâmide estão as apelações regionais: Appellation Bourgogne Controlée. São os vinhos genéricos da região. Acima desta encontram-se os vinhos de apelação comunal (das comunas): Appellation (nome da comuna) Controlée. Na segunda posição do ranking, estão os vinhos de vinhedos 1er Cru, com destaque para o vinhedo no rótulo e a descrição: Appellation (nome da comuna ou do vinhedo, acrescido de “Premier Cru”) Controlée. Existem 562 vinhedos classificados como Premier Cru na região. E no topo encontram-se as apelações Gran Cru, com o nome do vinhedo em destaque e que correspondem apenas a 2% de toda região com apenas 33 vinhedos. No entanto, o fato de ser um Grand Cru não garante a excelência do vinho, visto que uma apelação como o Clos de Vougeot Grand Cru, com 50 ha de vinhas, tem 80 produtores e alguns deles não tem a competência e o talento que são a marca dos alquimistas que fazem do vinho da Borgonha os caldos mais inimitáveis e copiados do mundo. Por esta razão, para beber bem Borgonha, há que se estudar muito, degustar bastante, descobrir os produtores mais talentosos e, sobretudo, perseverante. 

Artigo original: Segredos da Borgonha. de (autor desconhecido) publicado [dia March 21, 2012 at 01:11PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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