Vale do Rhône: Parte IV de vinhosemsegredo em Vinho Sem Segredo

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Finalizando o chamado Rhône do Norte, vamos falar das demais apelações, além das já mencionadas Côte-Rôtie e Hermitage. Podemos começar por duas alternativas ao grande Hermitage: Crozes-Hermitage e Cornas.

Crozes-Hermitage

As uvas permitidas são as mesmas do Hermitage, tanto para tintos, como para brancos. Contudo, as diferenças de solo, altitude e exposição do terreno, podem ser quase abissais. É só comparar os 130 hectares de Hermitage contra 1500 hectares de Crozes-Hermitage que cercam os vinhedos de Hermitage. Mais uma vez, o produtor é fundamental. Alguns nomes certeiros: Alain Graillot da importadora Mistral em primeiro lugar. Chapoutier da mesma importadora, e Yann Chave da importadora Cellar (http://www.cellar-af.com.br) são escolhas confiáveis.

Cornas

No sul do Rhône Setentrional, logo abaixo da apelação Saint-Joseph, encontramos um terroir diferenciado, num amplo anfiteatro de excelente exposição solar e totalmente protegido dos ventos. Não é à toa que Cornas significa “terra queimada”. Elaborado exclusivamente con Syrah, esta apelação de 130 hectares  é considerada maldosamente como “Hermitage dos pobres”. Tem lá uma certa rusticidade, mas é um tinto musculoso, longevo e impactante, por um preço bem mais acessível que seu primo rico.

Produtores como Domaine Clape da importadora Mistral, é o primeiro nome da lista. Jaboulet também da Mistral e Colombo da importadora Decanter (http://www.decanter.com.br) são belas referências.

Rhône Setentrional

Saint-Joseph

No mapa acima, percebemos uma vasta área referente à apelação Saint-Joseph. Esta seria a resposta a um Côte-Rôtie mais acessível, também baseada na uva Syrah, embora seja permitida a adição em até 10% das brancas Marsanne ou Roussanne. O grande problema é que esta área foi aumentada em demasia, perdendo muitas vezes, o verdadeiro conceito de terroir, com vinhos diluídos e descaracterizados. Para se ter uma idéia, a área original em torno de Mauves e Tournon não passava de 100 hectares. Atualmente, temos pouco mais de 1200 hectares. Portanto, a escolha do produtor e consequentemente os melhores locais, é fundamental para o sucesso da compra. Aqui no Brasil, fique com os produtores Chapoutier e Jaboulet, ambos da Mistral (http://www.mistral.com.br). Os brancos desta apelação, embora mais raros, costumam ser gratas surpresas.

Condrieu

Uma apelação exclusivamente de branco elaborada com a perfumada e exótica uva Viognier. Nos anos 60 esta apelação beirou a extinção com apenas 12 hectares. Nas últimas décadas, houve um renascimento da casta, contando atualmente com algo perto de 170 hectares.

Reparem que no mapa acima, ao norte, a apelação confunde-se com Côte-Rôtie e ao sul, observamos trechos descontínuos na apelação Saint-Joseph. Os locais mais frescos e com forte presença de mica no solo xistoso é fator determinante para o bom cultivo da Viognier, casta que exige além de tudo, baixos rendimentos. Dentro da apelação, existe um terroir diferenciado chamado Château-Grillet. Propriedade de apenas 3,8 hectares com apelação de origem exclusiva, mostrando um Viognier diferenciado, além de amadurecido em carvalho. Para a apelação Condrieu, produtores como Guigal, Jaboulet, Delas e Vernay, são referências da apelação. Domaine Georges Vernay e Delas Frèresm são encontrados na importadora Grand Cru (http://www.grandcru.com.br), enquanto Guigal é trazido pela Expand (http://www.expand.com.br) e Jaboulet pela Mistral (http://www.mistral.com.br).

Artigo original: Vale do Rhône: Parte IV de vinhosemsegredo publicado [dia May 14, 2012 at 03:00PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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