Jorge Carrara de (autor desconhecido) em Basilico – Beber

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de (autor desconhecido) publicado em Basilico – Beber

Por Jorge Carrara

Tintos, brancos ou rosados?  Ligeiros e alegres ou mais sérios e estruturados?  Com borbulhas ou sem elas?  Bom, seja qual for a preferência da homenageada há bons goles de cada categoria para presenteá-la ou regar a contento as comemorações do seu dia, o das Mães.

Espumantes

1 – Se ela tiver uma queda por espumantes leves e vivazes os Prosecco, brancos italianos do Veneto, marcam presença firme nessa ala. Boa escolha é a Ruggeri, autora de vinhos como o Extra Brut 2010, rico nos tons cítricos e de frutas brancas, com boa acidez (88/100, R$ 65, Cellar, tel. 11-5531-2419).

2– Menção também para o Allegro, um Brut da Gramona, vinícola catalã de ponta no mundo das borbulhas espanholas. Toques de pera e maçã aparecem no aroma e no sabor deste espumante agradável, com bom corpo (88/100, R$ 73,28, Casa Flora, tel. 11-3327-5199).

3 – No topo dos agrados, um Champagne, claro, que alias, sendo um bom exemplar francês, não custa os olhos da cara e faz bonito no copo: o Cattier Brut Antique 1er Cru. Fino e cremoso, com bolhas finas, de sabor amplo mescla fruta e tons de avelã e pão fresco num final delicioso e persistente (92/100, R$ 205,90, TodoVino, tel.  11-2602-7255).

Brancos

4 – Se fruta e frescor forem quesitos importantes obte por um Sauvignon Blanc. Neste campo (como em muitos outros) os chilenos tem mostrado competência. Destaque entre as novidades na área para o Summit 2900, safra 2011, da Bodegas Volcanes de Chile, do grupo Undurraga. Toques verdes como de aspargos e pimentão verde, se combinam na boca com suaves frutas tropicais que lembram maracujá (90/100, R$ 47, Zahil, tel. 11-3071-2900).

5– Um degrau acima, com mais corpo e estrutura (e bela escolta para um bacalhau) está o Morgado de Santa Catherina 2008, oriundo de Bucelas, no sul de Portugal. Elaborado com uvas arinto, (uma das estrelas brancas da terrinha) e amadurecido em barricas de carvalho, agrada pelo paladar equilibrado entre a fruta e a madeira, conjunto que domina o final (90/100, R$ 107,90, TodoVino, tel. 11-2602-7255).

6 – Se a preferência é pelos Chardonnay, considere o Mer &Soleil 2008 (dos mesmos produtores dos tremendos Caymus, tintos de se tirar o chapéu). Potente no aroma e no sabor (geleias, frutas amarelas, maçã em calda, baunilha) tem bom corpo e paladar denso e muito longo (92/100, US$ 99,50, Mistral, tel. 11-3372-3400).

Rosados

7 – Se detectar certa queda maternal por rosados, um par de recomendações. Uma é nacional: o Fausto Merlot 2001, da gaúcha Pizzato,  um dos melhores rosados nacionais que provei até agora, de paladar com boa acidez que mescla frutas vermelhas e limão siciliano, um vinho saboroso (87/100, R$ 29,90, Emporium São Paulo, tel. 3848-3700).

8 – A segunda é francesa, da Provence, sul do país, fonte de belos exemplares da categoria: o Château de Pourcieux. Exuberante no aroma (frutas tropicais e cítricas, groselha) tem paladar denso e ao mesmo tempo vibrante pela boa acidez. Bela pedida para um prato de camarões (89/100, R$ 70,40, Divinum, tel. 11-2936-2229).

Tintos

9 – No canto rubro mais sutil e delicado, a Pinot Noir é a rainha. A cepa molda belos vinhos no Novo Mundo, com destaque para a Nova Zelândia, berço do Saint Clair Vicar´s Choice 2010, bem marcado por frutas vermelhas temperadas com canela, de corpo médio, macio e atraente (89/100, R$ 89, Grand Cru, tel. 11-3062-6388).

10 – Um pouco mais de estrutura?  Uma bela opção é a edição 2010 do Tarapacá Cabernet Sauvignon, um vinho redondo e macio cheio de fruta bem temperada por tons balsâmicos, saboroso e equilibrado, talhado pelo enólogo da casa, o californiano Ed Flaherty (90/100, R$ 89, Emporium São Paulo, tel. 11-3848-3700).

11 – Mais pujança ainda pode ser encontrada numa das últimas edições rubras da adega argentina Trapiche: o Viña Cristina e Bibiana Coletto El Peral 2008, um belo Malbec, denso muscular e untuoso em boca, com boa textura, marcado por compotas e tons de especiaria e torrefação, muito persistente (91/100, R$ 149,90, TodoVino, tel. 11-2602-7255).

Final doce

 12 – Para a hora da sobremesa dois vinhos. Um deles é húngaro, o Tokaji Furmint Late Harvest 2007, com bom equilíbrio entre açúcar e acidez, sabor onde predominam frutas como o abricó mescladas com mel, de final longo (US$ 58,50, garrafa de 375 ml, Mistral, tel. 3372-0400).

13 – O outro é português, o Burmester 2005, um Porto LBV (Late Bottled Vintage, amadurecido por até quatro anos em cascos de madeira). Frutas como a ameixa preta, geleias e compotas aparecem no aroma e sabor deste Porto, untuoso em boca, bela companhia para doces a base de chocolate (90/100, R$ 88, Adega Alentejana, tel. 5044-5760). 

Jorge Carrara

é especialista em vinhos e colunista do Basilico e da revista Prazeres da Mesa

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Artigo original: Jorge Carrara de (autor desconhecido) publicado [dia July 09, 2012 at 08:28AM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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