A Borgonha e seus vinhos 2 de Bacco´s em Oficial

Primeira fotogarfia publicada no artigo A Borgonha e seus vinhos  2A Borgonha e seus vinhos 2
de Bacco´s publicado em Oficial

A Borgonha Administrativa divide-se em quatro Departamentos:

Departamento de Yonne (Capital: Auxerre)

Departamento da Côte d´Or: (Capital: Dijon)

Departamento de Nièvre (Capital: Nevers)

Departamento do Saône et Loire: (Capital: Mâcon)

A Borgonha Vitivinícola por sua vez está dividida em seis regiões principais: a região de Chablis/Auxerre, situada no Departamento de Yonne; as regiões da Côte de Nuits e Côte de Beaune, que constituem o Departamento da Côte d’Or; as regiões da Côte-Chalonnaise e Mâconnais, situadas no Departamento do Saône et Loire; e finalmente Beaujolais, situada no Departamento do Rhône-Alpes. O mais renomado destes Departamentos é a Côte d’Or, localizada na margem direita do rio Saône, o qual vai em direção ao rio Rhône, os dois encontrando-se na cidade de Lyon.

É interessante notar que a Borgonha Administrativa oficial não coincide exatamente com a Borgonha Vitivinícola. De fato, a região vitivinícola do Departamento de Nièvre está considerada na região do Vale do Loire e não na Borgonha, tendo em vista que as características da vitivinicultura de Nièvre e do Loire são semelhantes.

Da mesma forma, Beaujolais pertence administrativamente à grande região do Rhône-Alpes, cuja capital é Lyon, e no entanto incorpora-se à Borgonha Vitivinícola por razões históricas. No entanto, em uma tendência irreversível e lógica, muitos autores, estudiosos, organizações conceituadas, e naturalmente seus produtores já a consideram excluída da Borgonha, tendo em vista a sua formidável produtividade e sua particular identidade vitivinícola devido à utilização unânime da cepa Gamay, embora alguns vinhos de Beaujolais ainda possam ser comercializados sob a denominação genérica Bourgogne.

A unidade conceitual vitivinícola dominante na Borgonha não deixa dúvidas: os vinhos tintos em sua maioria são da cepa Pinot Noir, e os vinhos brancos são da cepa Chardonnay, à exceção naturalmente de Beaujolais que emprega a cepa Gamay. Vestígios de práticas antigas regionais e adaptações aos terroirs diversos permitem a permanência até hoje das cepas brancas Aligoté (de grande e crescente utilização), Mélon, Sacy (branca de Auxerre e substituída cada vez mais pela Chardonnay), e às tintas César e Tressot (tendentes a desaparecer), em Yonne.

Uma das razões pelas quais a fama de Borgonha foi tão longe é que ela é extremamente fácil de se alcançar. Além dos meios fluviais proporcionados pelos rios Rhône, Saône e Yonne, quatro importantes rodovias cruzam seu território de norte a sul e de leste a oeste.

Em uma hipotética viagem de Paris a Lyon, utilizando-se as rodovias A-6 e RN-74, chega-se inicialmente à região ondulada do Departamento de Yonne, tendo sido percorridos aproximadamente 150 quilômetros, cujos vinhos brancos da cepa Chardonnay produzidos em Chablis são apreciados e imitados em vários países do mundo. Do lado direito da estrada, no vale do rio Yonne, estão situadas Auxerre, Saint-Bris-le-Vineux, Chitry, Irancy e Coulanges-la-Vineuse, comunas produtoras de vinhos de aromas terrosos muito interessantes. Auxerre é uma adorável comuna produtora de ótimos vinhos brancos, mas que apesar de sua qualidade não chegam a possuir a fama e reconhecimento de seus vizinhos da cidade de Chablis. Neste mesmo ponto, saindo-se à esquerda da auto-estrada A-6 através da rodovia secundária D-965, por cerca de 12 quilômetros chega-se a esta vila internacionalmente conhecida localizada às margens do tranqüilo rio Serein, pequeno afluente do rio Yonne. A vila está implantada em uma encosta suave na margem esquerda, de onde avista-se todo o imponente vinhedo Grand Cru Chablis, formado por seis climats seqüenciados na margem oposta do rio. A região chablisien é constituída por dezenove pequenas comunas além da própria Chablis, que produzem vinhos brancos a partir das videiras Chardonnay cultivadas nas encostas abruptas das duas margens do rio. A área plantada supera os 4.000 hectares, e o frio excessivo no vale é o grande problema que enfrentam os produtores regionais.

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Artigo original: A Borgonha e seus vinhos 2 de Bacco´s publicado [dia July 19, 2012 at 01:21PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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