FRANÇA – GRASSE – FRAGONARD E LA GRIGNOTE de Ricardo Gaffrée em AMIGO GOURMET

Primeira fotogarfia publicada no artigo FRANÇA - GRASSE - FRAGONARD E LA GRIGNOTEFRANÇA – GRASSE – FRAGONARD E LA GRIGNOTE
de Ricardo Gaffrée publicado em AMIGO GOURMET

Como estou sem poder sair de casa vou aproveitar para fazer um post sobre a cidade de Grasse, no sul da França.
Sempre tive vontade de conhecer a “Cidade do Perfume” e aproveitando a ida a Saint Paul de Vence, que fica a uns 22 km, reservei a Bastide Saint Antoine – objeto de um post anterior.

Grasse é uma cidade típica do interior da França com trinta fábricas de perfumes combinando luxo, requinte e qualidade dos produtos. Dentre as mais famosas estão a Fragonard, a Galimard e a Molinard. 
 Todas aceitam visitas e os próprios hotéis têm tours pelas fábricas mais importantes.
Antes, uma pequena resenha da história do perfume a partir do século 19. O surgimento da química moderna, a progressiva democratização da sociedade, o surgimento de uma burguesia resultado da industrialização, e a avalanche de descobertas científicas e técnicas de todos os tipos, levam à uma revisão completa dos negócios envolvendo a perfumaria. Avanços na química orgânica dão origem à fabricação de moléculas sintéticas que reproduzem as qualidades olfativas das espécies mais raras. O perfumista dá lugar ao criador de perfume, com experiência profissional de todas as possibilidades oferecidas pela ciência da época. Os perfumes são consumidos na forma de sais de banho, sachês para armários de linho ou pelotas para serem queimadas, o vaporizador, inventado em 1870 pelo escritor Brillat-Savarin, simplifica o uso de preparações alcoólicas. No século 20, o cheiro é cada vez mais associado a sonhos e outras criações artísticas. Os nomes dos perfumes evocam o exótico, o humor ou a natureza. Em 1925 nasce o mais lendário desses perfumes: o Chanel n º 5, criado por Ernest Beaux. 
Nos anos cinquenta surgem as fragrâncias masculinas. Hoje, o marketing é o coração de toda a criação da perfumaria. O “nariz”, artistas criativos, devem registrar seu trabalho dentro das limitações de vários modos de especificações detalhadas e competição excessiva. Várias centenas de novos perfumes são oferecidos a cada ano, das quais apenas uma pequena minoria completa o primeiro aniversário.
Como já estava com a entorse no joelho, contratamos um taxi para visitar a cidade e ir a Fragonard, a mais importante “perfumaria” da região. 

A recepção é feita por idioma e os grupos são acompanhados por uma guia que dá todos os detalhes das etapas de fabricação. 
Ao final, obviamente, você vai parar na loja para as “comprinhas”. 
Nossos companheiros de visita foram, além de outros, uma família de alemães e as suas cadelas montanhesas, que se comportaram de maneira exemplar.
Saindo da Fragonard o motorista nos deixou no centro da cidade para darmos uma voltinha e almoçar. A cidade é um charme e, em função do início de verão, vários pequenos restaurantes já estavam a pleno vapor.

Escolhemos o La Grignote, do Chef Yves Saint Antonin, bem na praça central (2, Rue du Thouron), que nos pareceu ideal para um almoço rápido e saboroso.
Optamos por duas massas: uns ravioles pequeninos muito bem executados com recheio de queijo e um molho de creme de leite e trufas, e um espaguete com molho de tomate fresco e ervas.

Após mais uma volta pela cidade, o motorista nos levou para o mirante da cidade e DJ tirou algumas fotos da cidade e retornamos à Bastide para descanso.

Artigo original: FRANÇA – GRASSE – FRAGONARD E LA GRIGNOTE de Ricardo Gaffrée publicado [dia July 17, 2012 at 03:23AM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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