Os vinhos que todo enófilo gostaria de beber e colecionar: Rhône (Revista Adega) de Luiz Cola em Vinhos e Mais Vinhos

Primeira fotogarfia publicada no artigo Os vinhos que todo enófilo gostaria de beber e colecionar: Rhône (Revista Adega)Os vinhos que todo enófilo gostaria de beber e colecionar: Rhône (Revista Adega)
de Luiz Cola publicado em Vinhos e Mais Vinhos

Se houvesse disponibilidade de garrafas e, principalmente, de recursos financeiros, todos os enófilos mais aficionados e grandes colecionadores adorariam ter em sua adega pessoal os maiores ícones da vitivinicultura mundial. Sendo assim, o editor Luiz Gastão Bolonhez, da revista Adega, elaborou uma lista irretocável que explica por quê estes são os vinhos realmente colecionáveis, ou seja, que podem ser adegados por longo tempo e, habitualmente, tornarem-se ainda melhores.

Nesta 3ª parte, conheça os magníficos vinhos do Rhône, na França, lar das denominações de Côte-Rôtie, Hermitage e Chateauneuf-du-Pape, que dão as castas tintas Shiraz, Grenache e Mourvèdre, e as brancas Viognier, Marsanne e Roussanne, um brilho único:

Domaine E. Guigal – La Mouline, La Landonne e La Turque

Domaine E. Guigal, em Côte Rotie, produz os mais brilhantes Syrah de vinhedos únicos do mundo, o “Trio LaLaLa”, como carinhosamente são chamados os tintos La Mouline, La Landonne e La Turque. Eles superam, em algumas safras especiais, os Premier Grand Cru Classé de Bordeaux. Os três tintos da safra 1999 são a expressão máxima dos tintos do Rhône. Vinhos para a eternidade.
Domaine E. Guigal Côte Rotie La Mouline
O 1987 foi degustado na visita ao Château d’Ampuis. Foi uma das estrelas do grande jantar servido para todas as comissões do mundo em 2001. Safras 1987, 1997, 1999 e 2003.
Domaine E. Guigal Côte Rotie La Landonne
Safras 1989, 1990 e 1998 são verdadeiras obras-primas. O 1990 é fabuloso. Rico, intenso e de extrema complexidade. Delicioso para consumo hoje.
Domaine E. Guigal Côte Rotie La Turque
O mais charmoso do trio. Um tinto único, exclusivo. O 1989 é o mais espetacular tinto do Rhône já provado. Recentemente, provamos o La Turque 1996. Um vinho que precisa ainda de garrafa para chegar ao ápice. Sugestão: mais três a cinco anos de adega. Safras 1989, 1987 e 1996.
Hermitage
Cerca de 50 km aos sul de Côte Rotie, está a DOC Hermitage, nas cercanias da cidade de Tain L’Hermitage. Dessa DOC temos grandes vinhos elaborados a partir de Syrah. Vale ressaltar que, no início do século do XX, esses eram os únicos vinhos que rivalizavam com os grandes tintos de Bordeaux, algumas vezes superando-os em preços. Nessa região há três fenomenais produtores.
Paul Jaboulet Ainé Hermitage La Chapelle
O Hermitage La Chapelle da casa Jaboulet é um vinho de enorme carga histórica. O 1961 foi considerado pela Wine Spectator como um dos 12 melhores vinhos do século passado. Além do raríssimo 1961, merecem destaque o La Chapelle 1996, uma delícia. Já está chegando ao ápice. Mas estará excelente ainda por mais 5/6 anos. Aliados a essa dupla temos o 2003 como o mais recente grande vinho da casa. Espera-se muito do 2009, ainda não provado.
Jean Louis Chave
O Ermitage Cuvée Cathelin de Jean Louis Chave é o mais caro de todo o Rhône, superando os “LaLaLa” de Guigal.
Chapoutier
A casa Chapoutier tem uma série de grandes vinhos, mas três são dignos de muitos colecionadores: os Ermitage (sem o H) Le Pavillon, Le Méal e L’Ermite. Os mais espetaculares são o Le Méal e o Pavillon. Vale a pena destacar aqui que o L’Ermite é grande, mas caríssimo. Dos inesquecíveis, mais uma vez os dois Pavillon e Le Méal, brilharam na safra 1996. O Pavillon é o melhor vinho do Rhône dessa safra, suplantando, por pouco, o La Chapelle 1996. O Pavillon 1999 é digno também de estar na coleção de qualquer enófilo.
Châteauneuf-du-Pape
Essa DOC faz tintos fenomenais. São inúmeros os produtores que elaboram grandes vinhos, mas vale destacar cinco:
Château de Beaucastel
Quando visitamos o Château de Beaucastel em 2002 tivemos a oportunidade de provar 16 vinhos, sendo 14 tintos. Uma experiência fabulosa. Na ocasião, marcaram muito o 1989 e 1998. São esses os dois mais espetaculares tintos do sul do Rhône já provados. Do novo milênio, tivemos a oportunidade de degustar todos os Beaucastel. Todos, com exceção do 2002, são de excelente à extraordinários. Os destaques são 2001, 2005, 2006 e 2007. O Châteauneuf-du-Pape Homage a Jacques Perrin é fabuloso e muito caro.
Domane de Beaurenard Boisrenard
Excelente Domaine. Quem tiver a oportunidade de adquirir uma garrafa do 2003, pegue-a correndo. Sensacional.
Château Rayas
O mais marcante e inesquecível foi o 1995. Um tinto de potência e elegância para evoluir por muitos anos.
Clos des Papes
Obras de arte são produzidas nessa casa. O 2005 é colecionável. Um tinto que, quando degustado em 2008, marcou muito. Para guarda.
Domaine de la Mordorée La Reine des Bois
Esse Domaine vem despontando com vinhos reluzentes. O 2005 é algo de tirar o fôlego.

Artigo original: Os vinhos que todo enófilo gostaria de beber e colecionar: Rhône (Revista Adega) de Luiz Cola publicado [dia July 31, 2012 at 06:40PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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