Degustação horizontal Borgonhas 2005 na Grand Cru Vitória: 3 tintos e 1 branco em pleno apogeu! de Luiz Cola em Vinhos e Mais Vinhos

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de Luiz Cola publicado em Vinhos e Mais Vinhos

No agitado sábado passado, antes de encarar nove garrafas de Saint-Émilions da safra 2005 na degustação mensal de minha confraria (ver o post), tive a satisfação de apresentar na Grand Cru Vitória uma pequena degustação com outros maravilhosos vinhos desta excepcional safra na França, desta vez vindos da  Côte d’Or, na Borgonha.
Com uma boa dose de sorte, consegui selecionar no portfólio da importadora, 4 ótimos rótulos de Borgonhas da safra 2005, 3 deles produzidos pelo Domaine Bouchard Père et Fils e 1 pelo Domaine Chandon de Brialles, sendo 3 tintos (um Village e dois 1ers Crus) e 1 branco (1er Cru).
Um privilegiado grupo de degustadores teve a chance de conhecer melhor e apreciar a verdadeira expressão das castas Pinot Noir (tintos) e Chardonnay (branco), através de uma das mais esplendorosas safras deste século e que inicia sua fase de maior esplendor.
Iniciamos pelo tinto Village de Nuits-St-Georges (o único da Côte de Nuits), com sua bela cor rubi clara, seus deliciosos aromas de frutas vermelhas silvestres e repleto de notas de ervas secas, complementados pelo sedoso paladar de uvas perfeitamente maduras, com taninos delicados mas cheio de exuberância. Um vinho muito fácil de agradar.

Na sequência, provamos o primeiro 1er Cru da Côte de Beaune, o austero mas não menos agradável Savigny-Les-Beaune Les Lavières, um vinho cheio de aromas de terra úmida, frutas secas e um delicado toque defumado. Na boca, expressou um ótimo equilíbrio entre a fruta, os taninos e a marcante acidez. Um vinho instigante e cheio de camadas, no estilo que eu mais aprecio.

Finalizando os tintos, chegamos ao 1er Cru de Grèves, onde o pequeno vinhedo conhecido como Vigne de L’Enfant Jesus está inserido. Um vinho nitidamente mais robusto que os anteriores, cheio de fruta madura, com maior vigor tânico e com grande expressão aromática. Talvez o único deles que poderia ganhar com alguns anos de guarda a mais. Excepcional.

E o branco? Por quê ficou para o final? Como a Borgonha adora fazer diferente, por lá é habitual servir os grandes brancos no fim, de modo a não “matar” com sua acidez, a delicada expressão tânica da Pinot Noir. Como era de se esperar, este Mersault 1er cru exibiu uma bela cor amarela ligeiramente dourada, com notas de abacaxi em compota, leve defumado e notas amadeiradas. Na boca, sua expressiva acidez se revelou, combinando-se muito bem com a típica untuosidade que a Chardonnay expressa na Borgonha, oferecendo um final de boca refrescante e macio ao mesmo tempo. Mais um belo vinho para fechar brilhantemente a degustação e que deixou os participantes com o agradável gosto de “quero mais”…

Artigo original: Degustação horizontal Borgonhas 2005 na Grand Cru Vitória: 3 tintos e 1 branco em pleno apogeu! de Luiz Cola publicado [dia August 28, 2012 at 11:49PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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