Vinho & Tipicidade (17) – a uva Gewürztraminer de Jeriel em Blog do Jeriel

Primeira fotogarfia publicada no artigo Vinho & Tipicidade (17) – a uva GewürztraminerVinho & Tipicidade (17) – a uva Gewürztraminer
de Jeriel publicado em Blog do Jeriel

Esta é uma variedade de uva vinífera que divide opiniões, quase do tipo “ame-a ou deixe-a”, principalmente por não ser nem um pouco discreta em sua exuberância aromática, comparável em impacto à vinhos da casta Torrontés, outra que dá vinhos que quando devidamente concentrados soam “explosivos”. Tem em versão “seca” e ótimos vinhos doces, de colheita tardia ou de “podridão nobre”.

UMA OU DUAS COISAS SOBRE ELA

Apesar do nome germânico, há controvérsias sobre sua origem, pleiteada por uma região também de origem germânica na Itália, o Alto-Adige (precisamente na cidade de Termeno, dita Tramin em alemão). Seu nome seria então “a aromática vinda de Tramin”. O fato é que os melhores exemplares vem de regiões que possuem alguma influência alemã, como Alsácia, Alto-Adige além da própria Alemanha.

Não é tinta. Tampouco branca. Possui uma coloração peculiar a algumas outras poucas viníferas, algo entre rosáceo e acinzentado e traz um autêntico “perfume”, exótico e complexo, com notas de frutas (cítricas, às vezes abacaxi e marcadamente as lichias), rosas ou madressilva, canela ou outras especiarias sobretudo na Alsácia e às vezes um aroma inusitado que o mundo todo descreve do mesmo jeito: Creme Nívea!

Espere dela, se for mesmo típica: lichias, rosas e especiarias.

PREFERÊNCIAS DA CASTA

Apesar de fortemente relacionada a países ou regiões frescas, ela gosta de calor e de fato, precisa dele. Mas não pode ser excessivo pois seu ciclo vegetativo já é relativamente curto e deve ser bem aproveitado, pois todo os seus segredos estão contidos nas cascas, que devem ser manipuladas com carinho!

Pelo exposto, podemos explicar porque pode ser cultivada em países como Estados Unidos, Austrália, África do Sul e até no Brasil. Mas se deseja tipicidade, não abra mão dos terroirs clássicos!

O QUE ESPERAR DE UMA GARRAFA DE GEWÜRZTRAMINER ?

Amarelo pálido ou levemente concentrado, geralmente bastante alcoólico, com lágrimas exuberantes. Aromas clássicos de lichias, rosas e especiarias. Cítricos e frutas de polpa branca como pêras ou melões não são raros.Tende a possuir uma baixa acidez, por isso os vinhos do Velho Mundo podem parecer um pouco mais “vivos” (escolha bons produtores).

Em matéria de harmonização esta casta é a justificativa natural para a existência da culinária que preza os sabores agridoces! Toda espécie de comidas que mesclem elementos picantes e o adocicado de frutas se beneficiam com a Gewürztraminer. Vai bem com comida oriental de todas as etnias e também com o “Pato com laranja”, clássico francês! Aliás, tenham-na sempre em mente quando forem comer aves e também: carne de porco, peixes, frutos do mar, qualquer coisa com curry e o famoso (e “apavorantemente” aromático) queijo francês Munster! Santé!

André Logaldi

Artigo original: Vinho & Tipicidade (17) – a uva Gewürztraminer de Jeriel publicado [dia September 14, 2012 at 11:45AM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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