Verão? Rosé no calorão! de Marcelo Andrade em Vinho por Marcelo Andrade

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de Marcelo Andrade publicado em Vinho por Marcelo Andrade

Chinon-Baudry-Dutour

A estação mais quente do ano está ai, e para quem aprecia bons vinho essa é a época do ano em que encontramos com mais facilidade o chamado vinho rosé. Um vinho que teve como berço a região francesa de Provence.

– Provence é o berço do rosé, produz vinhos frescos, ácidos e muito alegres. Uma variedade incrível! Um vinho leve, gostoso e muito convidativo para uma finalzinho de tarde com os amigos.

A grande maioria dos vinhos rosés são elaborados de uvas tintas, tendo sua cor variando de um salmão, passando por um rosa claro até um vermelho-escuro brilhante. Essa variação se deve ao tempo em que a casca da uva é mantida em contato com o líquido, ou seja, há uma leve maceração das cascas com a finalidade de se atribuir um leve toque rosado de cor e sabor levemente tânico em alguns casos. A tonalidade do vinho é sempre monitorada pelo enólogo até que se chegue a cor desejada.

O principal método de elaboração do vinho rosé é o de maceração curta: A casta depois de ser prensada em uma prensa pneumática, é mantida em contato com o líquido por um tempo que pode variar de 6 a 24 horas. Todo esse tempo é determinado pelo enólogo. Depois desta fase, as próximas etapas da produção são semelhantes às do vinho branco, onde são fermentados em temperaturas mais baixas. Este método produz um vinho rosé de cor mais clara e aromas mais suaves e delicados. Outros métodos como a sangria e a mistura, também valem. Este último método (mistura) não é muito usado e muito menos aconselhado.

Os vinhos do tipo rosé não são muito populares no Brasil e nem na América Latina, mas este cenário vem se alterando com o passar dos anos. Aos poucos, principalmente o consumidor brasileiro, vem deixando de lado o preconceito com o vinho rosé, aumentando o consumo deste tipo de vinho anualmente. Os vinhos de boa e de excelente qualidade chegam a ser até uma raridade no nosso mercado, mas em alguns países da Europa Mediterrânea como, Espanha, Itália e França são bem comuns. Lá os vinhos rosés possuem a sua grande parcela de adoradores, onde o seu consumo é bastante alto e difundido. O consumo na estação mais quente do ano cresce consideravelmente nestes países.

Alguns cuidados na hora de comprar e consumir o vinho rosé são necessários. Vejam:

– Evite comprar um vinho rosé com mais de três anos!

– Deve ser consumido bem gelado, entre 7 e 12 graus. O ideal é que fique pelo menos 30 minutos em um balde com gelo ou na geladeira por mais 1 hora.

– O rosé acompanha muito bem pratos a base de saladas, receitas mediterrâneas a base de azeite de oliva, peixes, frutos do mar e alguns petiscos.

– As castas mais utilizadas para o vinho rosé: Carignan, Malbec, Grenache, Mourvèdre, Pinot Noir, Syrah, Cabernet Franc, Cinsault e Gamay.

Alguns bons vinhos rosados:

• Regaleali Le Rosé , Tasca d’Almerita – Itália-Sicilia

• Bourgogne Rosé, Antonin Rodet – França – Borgonha

• La Palma Rosé, Viña La Rosa – Chile

• Finca La Linda Rosé, Luigi Bosca – Argentina

• Gran Feudo Rosado, Julián Chivit – Espanha

• Cuvée Marie Justine Chinon, Baudry Dutour – França

• Alamos Malbec Rosé, Catena Zapata – Argentina

• Vinha da Defesa, Herdade do Esporão – Portugal

• Crios Malbec Rosé , Susana Balbo – Argentina

• Côte Du Rhone Paralèlle 45 – França

• Duetto Sangiovese/Barbera, Casa Valduga  – Brasil

• Côte de Provence Rosé , Château Vannières – França

• Château La Gatte Rosé  – França

• Viña Carmen Classic Rosé Syrah/Cabernet Sauvignon – Chile

• Ventura Rosado, Jané Ventura – Espanha

Saúde!
Marcelo Andrade

Foto: Divulgação

Artigo original: Verão? Rosé no calorão! de Marcelo Andrade publicado [dia December 02, 2012 at 07:06PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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