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de (autor desconhecido) publicado em O GLOBO » Blogs » Enoteca

João Luiz Garcia, hoje à frente do Lorenzo Bistrô e da Casa Carandaí, ex-sócio do Garcia e Rodrigues, lambra de quando o Beaujolais Nouveau era uma sensação quando chegava ao Brasil, ali pelo final dos anos 1990.
– A gente fretava um avião lotado de vinho. Vendíamos tudo rapidamente, era uma festa, que já começava no aeroporto – recorda o empresário, a respeito deste vinho leve, frutado e pouco alcoólico, lançado todos os anos na terceira quinta-feira de novembro, pouquíssimo tempo depois de vinificado, e que deve ser bebido o mais cedo possível.
Depois do impacto inicial este vinho com caracterísco aroma de banana passou a sofrer certo preconceito, considerado “bobo” demais por boa parte dos enófilos, estigmatizando essa região, bem ao sul da Borgonha, onde a uva Gamay dá as cartas. Isso é uma bobagem. Há vinhos bastante interessantes nesta denominação. Além dos Nouveau a região tem os Beaujolais, linhagem mais simples, e os Beaujolais Villages, produzidos em alguma das 38 cidadezinhas que compõem esta região, além dos crus, como Côte de Brouilly e Morgon.
Realmente há muita porcaria em Beaujolais, mas não dá para generalizar.
Quase todas as principais importadoras do país têm, ao menos, um bom produtor da região de Beaujolais. Conheça alguns desses vinhos que merecem atenção, e nem sempre são apenas leves, frescos e festivos.

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Beaujolais Nouveau – Um dos exemplares dignos de apreciação é o Joseph Drouhin, provavelmente o produtor mais respeitável da região. O vinho logo que chega se esgota nos estoques da Mistral (www.mistral.com.br), mas é possível encontrá-lo em restaurantes que participam do programa de lançamento, num pequeno festival, como Alcaparra, D’Amici, Chez L´ Ami Martin, Terzetto e Térèze, entre vários outros. Recentemente, provei o 2011, e estava ótimo, mostrando que ele aguente bem um ou dois anos de guarda.

Beaujolais-Villages – Aqui a coisa começa ficar mais séria, e é possível encontrar alguns ótimos produtores (são mais de 1.000, espalhados pelos 38 “villages”), como Joseph Drouhin, da Mistral (www.mistral.com.br), Maison Coquard, da Decanter (www.decanter.com.br), Albert Bichot, da Winebrans (www.lojawinebrands.com.br), e Chanson Père & Fils, da Vinci (www.vinci.com.br).

Morgon – Esta denominação, um dos melhores crus da região, derruba o mito que vinhos de Beaujolais não envelhecem bem, podendo ser bebido com até uma década, ou um pouco mais (o ideial é entre 5 e 10 anos). Os aromas são frutados, com ameixa e cereja, rico em notas minerais, elegantes e agradáveis. Entre os bons nomes disponíveis no Brasil temos Domaine de la Bêche Olivier Depardon, na Nova Fazendinha (http://www.novafazendinha.com.br), Marcel Lapierre, da World Wine (www.worldwine.com.br) e Château des Jacques 2009 (Louis Jadot), na Mistral (www.mistral.com.br).

Essa reportagem foi escrita para a edição de segunda-feira passada do Globo a Mais, versão do jornal exclusiva para Ipad, que vai ao ar de segunda a sexta, sempre a partir das 18h. Hoje o assunto são os vinhos da australiana Penfolds.

Artigo original: Beaujolais Nouveau: alguns dos bons produtores da região francesa de (autor desconhecido) publicado [dia December 03, 2012 at 11:27PM] em .

Republicado por Eno Gastronomo

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